Processo vai começar pelo Iphan logo depois que a obras de restauração forem concluídas, em dezembro

Com a perspectiva de conclusão da obra de recuperação em dezembro, daqui a seis meses, começou a ser articulado um movimento para dar entrada ao pedido de inclusão da Ponte Hercílio Luz no rol de monumentos e construções considerados Patrimônio da Humanidade da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

A primeira reunião aconteceu na segunda-feira, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em Florianópolis. Entre os participantes, representantes da UFSC, como o cineasta Zeca Pires, e engenheiros que trabalharam na manutenção e restauração da ponte, como Wenceslau Borini Diotallevy, além da superintendente do Iphan em SC, Liliane Nizzola.

“No caso da ponte, precisa esperar o fim da restauração, porque o bem tem que estar íntegro. Pode entrar na lista desde que em bom estado de conservação e se isso for aprovado pelo Iphan, que é responsável por fazer a indicação, junto com o Ministério das Relações Exteriores, à Unesco”, explica Liliane. “Só entra na lista do patrimônio mundial o que já é tombado a nível nacional”, complementa.

É um processo bem demorado, segundo a superintendente. “Nossas fortalezas entraram na lista indicativa em 2015 e a previsão é de votação só em 2021”, exemplifica.

No final dos anos 1990, a extinta Fundação Pró-Florianópolis iniciou uma mobilização para garantir o título à ponte, mas a necessidade de recuperação da estrutura impediu que a reivindicação fosse adiante.

Zeca Pires, que está entre as lideranças dessa nova iniciativa, é diretor do documentário “Ponte Hercílio Luz, patrimônio da humanidade”.

Fonte: Fábio Gadotti (ndmais.com.br)

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